
a caminhada é longa, os impedimentos são enormes, a dor é profunda e a vontade é quase inexistente. abraço o ar, tenho visões. visões que me derrotam, visões que não me deixam passar em frente, visões que me magoam. apanho uma pedra do chão para me sentir segura, gelada, sem vida, cinzenta e suja. prefiro fechar as mãos e sentir o meu próprio suor, sozinha, abandonada mas forte. não consigo chegar perto, apenas o consigo ver, sempre na mesma distância. mas eu não paro de andar, e ali sempre na mesma distância o vejo. não o sinto, não chego, mas vejo. está quase...