quinta-feira, 20 de outubro de 2011

sei...não sei


vasculho no meio de lembranças perdidas, procuro entre os álbuns de momentos e momentos infinitos...não encontro. o que me faz feliz, procuro entre roupas e retalhos já velhos, procuro dentro de caixas e caixinhas e continuo sem encontrar. não será apenas o que quero ver? não será uma imagem a escurecer apenas porque o tempo passa? não acredito? não sei o que procuro? não eu não sei, não sei nada mais do que aquilo que sei! não procuro nada, apenas aquilo que já encontrei! mas afinal o que me faz procurar e saber o que procuro? nada me leva a pensar que o sei, nada me dá a vontade de procurar o que não sei. são papeis, são músicas, são pessoas, são pedaços de tecidos, são pequenas letras perdidas pelo ar...sei que não o procuro, sei que não o quero, não sei nada, mas sei que preciso.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

tu..


TU, acabo pensar que o interior é muito mais complicado, mais escuro mas mais interessante...
TU tens o encanto natural que eu procuro.
TU sabes que um dia não passa de um conjunto de horas, mas contigo um dia torna-se na mais bela melodia, vivida, sentida, expressa por palavras e gestos.
TU tens um encanto natural , não me perguntes o que eu quero dizer com isto, eu não sei.
TU não imaginas quantas e quantas noites eu passo a pensar em ti.
TU tens-me em tuas mãos, mas eu a ti tenho-te no meu coração.

Mas eu espero por ti, no final de uma estrada, espero por ti sentada, espero por ti dias e dias a fio, mas espero, simplesmente, por ti...


sexta-feira, 15 de abril de 2011

chegada...


a caminhada é longa, os impedimentos são enormes, a dor é profunda e a vontade é quase inexistente. abraço o ar, tenho visões. visões que me derrotam, visões que não me deixam passar em frente, visões que me magoam. apanho uma pedra do chão para me sentir segura, gelada, sem vida, cinzenta e suja. prefiro fechar as mãos e sentir o meu próprio suor, sozinha, abandonada mas forte. não consigo chegar perto, apenas o consigo ver, sempre na mesma distância. mas eu não paro de andar, e ali sempre na mesma distância o vejo. não o sinto, não chego, mas vejo. está quase...

terça-feira, 22 de março de 2011

cobarde..


existe sentimento que me atormenta, cobardia deixa-me mal disposta, deixa-me sedente de vingança, de respostas. continuo sem saber o que se passou, procuro, vasculho nas recordações passadas e não encontro uma resposta para aquilo que me fizeste sofrer. eu apenas preciso de uma resposta, preciso de saber o que se passou, não mereço? se achas que não mereço, então o que mereces tu? não pensei que alguma vez fosse voltar a chorar, mas devo confessar que lágrimas levaram com elas o passado e com ele aquilo que algum dia consegui sentir por ti. e agora? ando por aqui, apática, sem respostas, com dúvidas se alguma vez quiseste mesmo voltar ou se foi apenas vingança. mas o que ainda me afecta em ti sabes o que é? COBARDIA!

quarta-feira, 2 de março de 2011

manifesto


vontade de adormecer, deixar passar a nostalgia, o medo, a mágoa. acordar e estar no tempo certo, naquilo que realmente quero e que procuro sem saber porquê. cruzo as mãos e olho bem em meu redor, espero que ninguém me esteja a ver, com as mãos decido fazer um coração...tu olhas para mim. apenas um olhar, frio de quem não quer nada se não olhar, observar e voltar a desviar o olhar. eu paro, embaraçada, talvez com receio do que estaria para vir. mas o que eu queria que realmente viesse eras tu, o que eu queria que realmente se tornasse real era o coração que eu fiz com as minhas mãos. senti de novo um olhar sobre mim, não explico nem digo as sensações que me invadiram naquele momento, não consigo explicar porquê...mas que quero voltar a senti-lo. o olhar frio, o coração morto, a calma agitada, as sensações inquietas e as mãos a tremer...eles querem-te tanto como eu, mas eles manifestam-se e eu não.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

flor


uma flor que é semeada. uma flor que é regada. uma flor que é amada. uma flor que é cuidada. uma flor que recebe atenção. uma flor que cresce. uma flor forte. uma flor linda. uma flor segura. é uma simples flor.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

menti-te


se acabo por desistir porque sei que já chega, tu acabas por arrepender o sentimento que crias-te. finalizei a história irónica e confusa que estava a construir, e tu decidis-te dar um segundo capítulo ao livro que decidi rasgar e deitar fora. apanhei as memórias e guardei numa caixa fechada a sete chaves, e tu decidis-te procurar a sétima chave a abrir o que ficaria fechado. guardei o que queria, deitei fora o que menos queria, e tu por trás apanhas-te e guardas-te o que eu menos queria porque afinal de contas era o que tu querias. disse-te a verdade, tu não foste capaz de a ouvir e no acabar disseste "menti-te"

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

(in)felizes


falar, falam do que é ou deixa de ser a vida banal do próximo. pensar, pensam ou pelo menos fingem que o fazem para aquecer o seu pobre coração. felizes ou infelizes continuam a viver da mesma forma. julgam que têm o mundo nas mãos, e depois só têm desgraça a seus pés. viver no sonho, na ilusão. e depois? depois desejam nunca terem feito o que já fizeram.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

não..


não. eu não vou desistir. eu não. não consigo. não posso. não. não quero desistir. não pode ser. não pode acabar assim. não faz sentido acabar assim. não vou perder. não vou. outra vez não. não quero ser infeliz. não quero chorar. não, eu não posso. não pode ser verdade. não é real. não quero perder forças. não posso perder forças. não vou perder as forças. não vou. eu não.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

"se vocês se amam, porque não ficam juntos?"


Era uma vez ... E separados viveram felizes para sempre.
Palavras inacabadas, abraços mal sentidos, suores frios a escorrer pelo rosto, olhares que não tiveram fim...mas certezas de amor eterno. Puro sentimento, amor. Pura certeza, ódio. Puro coração, sofrimento. Puro sorriso, medo. Pura lágrima, sobressalto. Longe, tristeza. Perto, mentira.
e não vivi feliz para sempre.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

JC


senti a chuva cair na minha cara, escorria com suavidade, molhava-me o rosto com delicadeza e deixava-me gélida lentamente. não me mexi, não dei um único passo, estava congelada mas estava a gostar. via na chuva a tua forma a aparecer de novo, como que aqui estivesses de novo. estendeste-me a mão, e eu com firmeza estedi a minha para te sentir, para sentir de novo a segurança do teu braço...tentei apertar-te a mão, não consegui. a água passou-me entre os dedos, mas tu continuas-te lá. "nunca me deixes só" pedi-te com medo nas palavras e o frio no corpo. sacudis-te a cabeça dizendo que não, aproximaste de mim, segredaste-me ao ouvido "sempre estive aqui". foste o único que tive, e sempre serás o único que vou ter. de novo, com um sorriso no olhar foste embora, escorres-te pela minha cara de novo. saudade, orgulho, felicidade, és tu Joaquim Coelho.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Vazio sem nome


Corre à minha frente sem o conseguir ver, apenas senti-lo. Passa-me entre os dedos sem o conseguir ver, apenas senti-lo. Não tem nome, não tem razão de ser...tem apenas poder de me indróminar. Mexe comigo como se eu fosse um simples fantoche, apenas me faz senti-lo. Caminha a meu lado sem dizer uma única palavra, entra em mim sem sequer pedir, manipula-me e deixa-me vazia. Se o sinto, é sentimento, se não sei o que é...é certamente Vazio.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Mágoa...


Passatempos perdidos pelo tempo. O tempo que custa a passar. O tempo que demoro a responder a quem me pergunta. O tempo em que rejeito o que me dão. O tempo que levo a perceber que já perdi demasiado tempo. Dias perdidos pelo vento. O vento que refresca o meu coração. O vento que me deixa a chorar. O vento que me leva as memórias. O vento que me acorda para ver o que já perdi. A mágoa de perder. A mágoa de saber que não perdi realmente o importante. A mágoa de saber que na verdade perdi uma coisa importante. A mágoa de saber que no fundo ainda não perdi tudo o que tinha a perder. A solidão de não saber onde tenho de ir. A solidão que me deixa realmente sozinha... Paro um instante para pensar, levo com a brisa fresca, sinto-me sozinha. Apanho uma pequena pétala perdida no chão, e sinto todo aquele tempo perdido à deriva. No final?! Mágoa, é a única coisa que me fica para sempre no coração.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Algo que me diz que não foi o final...


Algo me fala ao ouvido que isto não foi um fim.
Uma força inexplicável me empurra para ti.
São múltiplos os pensamentos passados, as saudades que apertam o meu coração, o frio que o teu olhar me causa. Pensamentos errados, pensamentos que não me saem da cabeça, pensamentos que me inundam os sonhos e me tornam cada vez mais sensível a ti...ao efeito que causas em mim. Sonhos e pesadelos...pesadelos e sonhos! Acordo e meto-me a pensar até quando posso continuar a contrariar esta força imensa que me empurra para ti, que me tenta deixar caída a teus pés. As bocas do mundo já não me dizem nada, porque longe de ti...longe de ti as coisas não são como eram. o Hábito a esta nova vida não é fácil, e não é com leveza que se enfrentam garras afiadas de um mundo feroz e mortífero.

Já as palavras não fluem... Já o tempo não volta atrás... Já é tarde para voltar a errar...